Marquinhos foca no Fla: "Minha cabeça está aqui"







Desde que sua volta ao New Orleans Pelicans começou a ser especulada pela imprensa americana durante a semana da decisão da Copa Intercontinental, contra o Maccabi Tel Aviv, no Rio de Janeiro, Marquinhos jamais negou sua vontade de retornar à NBA. Da mesma forma que deu sua palavra de que disputaria os três jogos da pré-temporada da liga americana com o clube rubro-negro independentemente de sua decisão e que só aceitaria a proposta de sua ex-equipe se o acordo fosse de, no mínimo, dois anos. O desfecho do imbróglio só deve sair na semana que vem, mas após um passeio com a equipe do GloboEsporte.com pelo deserto de Phoenix, cercado de cactos, o ala de 30 anos deixou os espinhos para seu agente resolver e deu a entender que continuará falando português durante a temporada 2014/2015.

Marquinhos, Basquete Flamengo (Foto: Marcello Pires)

No bate-papo de aproximadamente 30 minutos antes do penúltimo treino para o primeiro confronto em solo americano, contra o Phoenix Suns, nesta quarta-feira, às 23h (horário de Brasilia), na US Airways Arena, Marquinhos explicou em que pé está sua situação e praticamente pôs fim ao mistério para alívio do torcedor do Flamengo.
- Meu agente tem uma reunião em Memphis ou Orlando para conhecer o general manager (diretor geral) do New Orleans e só depois eu vou tomar a decisão. Mas, sinceramente, acho que muito difícil qualquer tipo de acordo nessa temporada. Quem sabe no futuro eu possa acertar uma coisa bem maior. O Flamengo vive um momento muito bom, foi campeão mundial, vai disputar esses três jogos na NBA e se reforçou para brigar novamente por todos os títulos. Eu quero muito estar neste momento, mas NBA é NBA, e ter a oportunidade de jogar contra os melhores todas as noites também é uma coisa que chama muito atenção. Mas, por enquanto, estou focado no Flamengo e minha cabeça está aqui - afirmou o jogador.
Com o pensamento em Phoenix, Marquinhos deixou claro que a única coisa que importa no momento é ajudar o Flamengo a fazer história novamente. Porém, o ala campeão da Copa Intercontinental na semana passada sabe que as dificuldades desta quarta-feira serão muito maiores do que contra o campeão da Euroliga e só vê uma maneira de fazer frente aos melhores do mundo.
- Acho que esse confronto contra o Phoenix vai mostrar o que podemos esperar dessas três partidas. Eles sobram fisicamente e desde o colegial são muito atléticos. É o tipo do jogo completamente diferente de uma partida Fiba. A quadra é maior, o espaço no garrafão também, e por serem mais fortes fisicamente que nós, já levam uma ligeira vantagem. Temos que fechar os espaços, jogar com os cinco jogadores mais próximos e diminuir a intensidade do jogo deles para tentarmos dificultá-los. Temos que fazer um jogo truncado e muito duro para no final dar uma beliscada e tentar sair com a vitória - explicou Marquinhos.
Talvez por isso o jogador mais valioso do NBB 5 esteja tentando adiar seu retorno à NBA. Feliz no Flamengo e adaptado ao Rio de Janeiro, o ala não esconde o carinho que tem pelo torcedor rubro-negro e demonstra toda sua gratidão à diretoria e à comissão do clube mais vitorioso do basquete brasileiro nas duas últimas temporadas por ter apostado nele.  
- O mais justo para as duas partes seria adiar esse retorno para daqui uma ou duas temporadas, pois quando assinei por mais dois anos com o Flamengo a comissão técnica contava comigo. Sei que se eu saísse agora seria difícil encontrar um jogador no mercado com as minhas características. Além dos grandes jogadores já terem assinado com suas equipes, já temos os três estrangeiros. Para mim também seria bem melhor poder chegar para participar da pré-temporada desde o início, me instalar com tranquilidade com minha família e deixar tudo acertado para um contrato de dois anos - disse Marquinhos.
Marquinhos, Basquete Flamengo (Foto: Marcello Pires)
O camisa 11 disse ainda que não se arrepende de nada em sua primeira passagem pela NBA e que não existe uma fórmula para brilhar entre os melhores do mundo.
- Hoje sou muita mais experiente. Naquela época era um mundo todo novo para mim, mas eu não mudaria nada. Infelizmente não tive muitas oportunidades, mas sempre que entrei fiz por merecer os minutos que permaneci em quadra. Era um time que estava se reestruturando para voltar aos playoffs e foi umas das equipes que mais cresceu na liga, com grandes jogadores. Se acontecer de voltar agora, teria que ser num time que eu pudesse jogar e que o técnico acreditasse no meu estilo de jogo. A NBA é momento, é estar no lugar certo na hora certa, é entrar no lugar daquele cara que se machucou e aproveitar a oportunidade. Se destacar e chamar a atenção de alguma maneira. Seja pontuando nos minutos que você tem, liderando os rebotes, sei lá, de alguma maneira você tem que se encaixar na equipe.
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