José Neto reconhece erros ofensivos, mas afirma que o Flamengo está vivo








A derrota em casa para o Mogi das Cruzes por 69 a 65, na segunda partida da série melhor de cinco das semifinais do NBB, quarta-feira, doeu. Mas o que realmente deixou o técnico José Neto preocupado foi a péssima atuação ofensiva da equipe carioca. Com apenas 39,4% de aproveitamento, o desempenho do ataque rubro-negro, que tem uma média de 84.1 pontos por partida, só não tinha sido pior na temporada do que no revés para São José, por 81 a 59, dia 14 de dezembro de 2013.

- A média deles por jogo é de 80 pontos, e eles só anotaram 69. Isso é muito bom. Acho que nosso problema foi o ataque. Cometemos muitos erros e permitimos que Mogi tivesse sempre uma segunda chance de ficar com o rebote. Isso pesou demais no resultado final. Mas já tivemos nessa situação antes contra o Bauru e conseguimos reverter. Se eu disser que é uma tarefa fácil, estarei mentido. Sabemos que será complicado, mas estamos vivos e a série ainda não acabou - afirmou o treinador rubro-negro.  

Com a mesma serenidade que comemora as vitórias, José Neto reconheceu os méritos do adversário. No entanto, o comandante rubro-negro não se mostrou incomodado com uma postura menos vibrante da equipe em quadra e nem com o fato de ter que encarar um ginásio lotado nas duas partidas fora de casa.

- Não acho que tivemos uma postura apática. O problema foi que o time sentiu que as coisas não estavam fluindo. Principalmente no nosso sistema ofensivo. Muito mais do que estar preocupado com cinco, seis mil vozes gritando contra a gente, temos que estar preparados para escutar nós mesmos dentro do jogo. Essa equipe carrega a mesma responsabilidade de vencer a cada jogo, e nas duas partidas fora de casa não será diferente - disse. 

Mesmo com um volume superior ao da equipe paulista, os rubro-negros erraram demais e anotaram apenas seis em 29 arremessos tentados da linha dos três (20,7%) e 19 em 33 nas bolas de dois (57,6%). O desempenho abaixo da média pode ser medido pelo desempenho de Marcelinho. Principal pontuador da equipe, o ala anotou 11 pontos e acertou somente um em sete nos arremessos de três e quatro em nove nas boas de dois.

Com cara de poucos amigos após a derrota, o capitão rubro-negro foi ainda mais duro que o chefe e reconheceu o péssimo desempenho da equipe que tem a segunda melhor média ofensiva da competição, atrás apenas do eliminado Brasília.

- Nosso ataque não funcionou, é simples. Por mais que tenhamos segurado o time deles nos 69 pontos, não podemos fazer apenas 65. Eles mudaram a marcação e quebraram nosso ritmo de jogo. Alteramos muito dentro da partida, não tivemos consistência e eles conquistaram uma vitória com méritos - justificou Marcelinho.

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