Flamengo enfrenta Mogi na semifinal do NBB






Sensação do NBB, o Mogi/Helbor recebe o Flamengo neste sábado, às 20h30, em seu lugar favorito: o Ginásio Hugo Ramos. O caldeirão mogiano virou o terror dos adversários da equipe comandada pelo técnico espanhol Paco García.

Após perder o primeiro jogo da série, o Mogi ganhou o jogo 2, no Rio - Gilvan de Souza/Flamengo

Foi em seus domínios que o Mogi garantiu a sobrevivência nas oitavas de final, contra o Pinheiros (venceu por 3 a 1), e nas quartas, diante de Limeira (3 a 2), com 100% de aproveitamento. Nos playoffs, o time sempre começou perdendo e depois virou a série.

Contra o Flamengo, não foi diferente. No primeiro jogo da semifinal, segunda, derrota por 88 a 82. Dois dias depois, ainda no Rio, veio o empate: 69 a 65. "Não importa como se começa, mas como se termina", diz García.

Com um dos melhores públicos do torneio (média superior a dois mil torcedores por jogo), a excelente campanha de Mogi tem lotado o ginásio, com capacidade para 4,5 mil pessoas. Para o jogo contra o Flamengo, os três mil ingressos colocados à venda sumiram da bilheteria em poucas horas.

O Mogi, que foi reativado em 2011 e disputa o NBB apenas pela segunda vez, nunca teve a vantagem do mando de quadra por ter sido o 12.º da fase de classificação. Mas, ao superar o Pinheiros, fez história – foi o primeiro time com tal colocação a chegar às quartas, fase para a qual os quatro primeiros do campeonato avançam direto.

Passar à semifinal foi uma surpresa até para a direção da equipe. "Estamos muito felizes, porque Mogi é uma cidade que ama o basquete. O resultado não é uma casualidade, é fruto do trabalho, mas esperávamos alcançar esse patamar só daqui a dois anos", admite o diretor Ewerthon Komatsubara.

García diz que a chave do Mogi é manter a humildade e o estilo de jogo, caracterizado pela forte marcação e um alto índice de recuperação de rebotes. "O Flamengo é o melhor time da América. Mas a mensagem é clara: eles têm de jogar melhor do que nós para vencer."

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