Flamengo perde a primeira nas quartas no NBB






Basquete NBB - Flamengo x Bauru (Foto: Ruano Carneiro/Agência Estado)

O apetite era o de quem havia ficado quase um mês sem disputar uma partida. O primeiro quarto arrasador parecia apontar para uma vitória tranquila do Flamengo no jogo 1 da série melhor de cinco válida pelas quartas de final do NBB 6. Mas o Bauru reagiu e tornou a vida do dono da melhor campanha do campeonato mais complicada. Neste sábado, o time de Guerrinha deu o bote na hora certa e arrancou uma vitória fora de casa, no ginásio do Tijuca: 74 a 70, com atuações decisivas de Fernando Fischer, cestinha da noite com 22 pontos, e de Murilo, com duplo-duplo de 13 pontos e 11 rebotes. Depois de ficar quase o jogo inteiro atrás no placar, a virada veio a apenas 1m57s do fim.

- Lutamos o jogo inteiro. Sabíamos que se brigássemos até o fim, ganharíamos. Conseguimos abrir 1 a 0.  Podemos melhorar sempre. Temos erros também, mas vamos corrigir conversando e treinando - avaliou Larry, autor de 13 pontos e três assistências.

As equipes voltam a medir forças nesta segunda-feira, às 20h, no mesmo local. A homenagem  para Marcelinho Machado, cestinha rubro-negro com 16 pontos, deverá ficar também para o mesmo dia. O ala-armador está a dois pontos de completar 8.000 com a camisa do clube. Com 11 pontos e oito rebotes, Olivinha admitiu que o Flamengo deixou a desejar na parte ofensiva:

- Ofensivamente não fomos bem, fizemos só 70 pontos, o que não é normal. Jogando em casa, não podemos ter um ataque desses. Bauru estava inspirado. Para o próximo jogo, temos que melhorar a defesa e tentar marcar os chutes de três, que é uma característica deles. Temos que levantar a cabeça e ganhar de qualquer jeito a próxima partida, porque senão vai ficar complicado. Sabemos que é muito difícil jogar em Bauru, o ginásio fica sempre lotado.

o jogo

Se Marcelinho e Marquinhos recebiam marcação dobrada, Olivinha se apresentava. Além de brigar nos rebotes, encontrava espaços para chegar até a cesta. Colocou na conta, sem muita dificuldade, nove dos então 12 pontos do Flamengo até pouco mais da metade do primeiro quarto. Coube ao ala-pivô arrematar uma jogada iniciada por Laprovittola, que fez a arquibancada ficar de pé. O argentino puxou o contra-ataque com um drible entre as pernas de Gui Deodato, deixou outro adversário para trás e deu passe açucarado para Olivinha fazer 10 a 3 (veja ao lado). Foi a senha para Guerrinha pedir tempo. O Bauru pecava nas finalizações, desperdiçava ataques em sequência e via o rival se distanciar: 21 a 10

Larry Taylor tentava impor velocidade à sua equipe. Os companheiros respondiam. Fernando Fischer converteu três bolas de três. Marcelinho, que estava zerado,  fez a sua também. Mas a essa altura, o time paulista tinha 12 a 3 no segundo quarto, ditava o ritmo e se aproximava (24 a 22).  O técnico José Neto trocava as peças. Do quinteto titular, manteve apenas Marquinhos.

Bauru seguia ditando o ritmo e guardando melhor o garrafão. O Rubro-Negro lamentava as oportunidades perdidas, os arremessos que teimavam em bater no aro. A equipe só voltou a ter uma folga no placar depois de uma falta antidesportiva de Tischer em Gegê. Marquinhos fez 34 a 27 logo em seguida. Fischer, com a mão calibrada, acertou mias uma de longe e cortou a diferença. Um lance livre de Marquinhos fez a equipe da Gávea ir para o vestiário na frente: 35 a 30.

Na volta, os visitantes não esmoreceram. Larry conseguiu o empate a seis minutos do fim do período (39 a 39). O jogo dos anfitriões não fluía. Mas o time lutava. Laprovittola comemorou seus primeiros pontos com uma cesta de três. Parecia ter tirado um peso das costas. Dali em diante, a equipe voltou a se distanciar com nova bola de três, desta dez de Washam: 56 a 49.

A vantagem não tirava dos donos da casa o semblante de preocupação. O time cometia mais erros ofensivos do que o habitual e dava espaços na defesa. Laprovittola cadenciava o jogo. Num bonito lance, chamou Meyinsse na ponte área. A enterrada incendiou a torcida (62 a 54). A vantagem, porém, foi escapando por entre os dedos. Culpa de Fernando Fischer. De três em três veio o empate (65 a 65). Marcelinho devolveu na mesma moeda. Restando 1m57s para o fim Larry, livre, converteu outra de longe e fez o Bauru tomar o comando do marcador: 69 a 68. Fischer ampliou do mesmo lugar. Marcelinho olhou para o placar. Chamou a responsabilidade. Cesta (72 a 70). Os comandados de Guerrinha foram ao ataque. Falharam. Chance para o Flamengo, também desperdiçada com Laprovittola e Olivinha, no rebote, embaixo da tabela. No último segundo, Bauru ainda contra-atacou para ampliar e festejar a liderança na série.
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