Marcelinho vibra com América e diz: 'A gente quer o mundo'






flamengo x pinheiros FINAL FOUR BASQUETE  campeão (Foto: André Durão)

O glamour não é o mesmo. Mas a conquista inédita da Liga das Américas sobre o Pinheiros, em uma decisão emocionante e só resolvida no final, na noite de sábado, no Ginásio do Maracanãzinho, fez o basquete rubro-negro se lembrar do feito do futebol há 33 anos. Se em Montevidéu Zico, Júnior, Adílio e Cia. trouxeram para a Gávea o primeiro e único troféu da Libertadores da América, Marcelinho, Marquinhos e Cia se orgulham de terem conquistado o continente com a bola laranja.

Competição mais importante do continente, a Liga é considerada a Libertadores da modalidade, inclusive dando uma vaga ao Mundial, que será disputado em dois jogos contra o campeão europeu, em outubro, no Rio de Janeiro. Assim como o Galinho de Quintino, Xoxó, apelido do camisa 4, sonha poder mudar o status de Rei das Américas para Rei do Mundo.

- A gente tem que ter esta referência, pois vivemos no país do futebol, crescemos tendo o futebol como paixão nacional. O meu filho gosta de basquete, mas ama futebol, e comigo não foi diferente. Cresci indo ao Maracanã, torcendo pelo Flamengo. Eu era pequeno naquela conquista, mas lembro como foi importante. E para a gente também. Se o futebol ganhou o Mundial, por que nós não podemos sonhar com isso também? Existe uma diferença de qualidade, o basquete europeu, tirando a NBA, é o mais forte do mundo. Mas são dois jogos aqui, por que não? A América Latina é nossa, agora, a gente quer o mundo. Sempre quero mais. O dia que eu não quiser mais, paro de jogar – afirmou.

Final Four Basquete - Flamengo x Aguada - Marcelinho (Foto: André Durão)

Mesmo admitindo a diferença técnica entre os clubes sul-americanos e europeus, Marcelinho é taxativo sobre a possibilidade de o Rubro-Negro alcançar um feito só conseguido pelo Sírio em 1979.

- Flamengo pode tudo. O Flamengo sonha alto – frisou.

Após um início de temporada com muitos problemas de lesão, incluindo o seu próprio caso, o ala apontou na qualidade e na cumplicidade dos jogadores como os pontos a serem destacados desta conquista.

- Nosso time começou a temporada com muitas dificuldades, muitos lesionados, eu voltando de contusão, longe do meu ritmo ideal. Era preciso ter paciência. Acabamos depois explorando algumas armas, outros jogadores foram voltando. Hoje, se você olha para a equipe do Flamengo, você a vê completa. Não só no sentindo de ter jogadores bons em todas as posições, mas desses saberem a função dentro do time e respeitarem o momento do outro. Hoje, em um momento decisivo, qualquer um pode decidir o jogo. Eu, Marquinhos, Jerome (Meyinsse), todos temos esta característica. Isso fez o Flamengo ser campeão – analisou.

Acostumado a sempre ser o procurado pelos companheiros para resolver as partidas em temporadas anteriores, o atleta, de 38 anos, vê com bons olhos a divisão igualitária de tarefas árduas entre outros, porém admite que não deixou de gostar de ser “o cara” da última bola.

- Acho ótimo, pois fica mais difícil para o adversário. Eu, particularmente, gosto muito da bola na minha mão no final do jogo e vou sempre gostar. É uma coisa minha. Mas respeito o momento de cada um. Hoje (ontem), o Marquinhos e o Jerome estavam em um momento excelente no final do jogo e temos que usar o melhor para ganhar. Este é o mérito do Flamengo.

O caneco foi o 11° da carreira do jogador vestindo a camisa do clube do coração. Emocionado, Marcelinho relembrou outros títulos que marcaram sua passagem pela Gávea, que já dura sete anos.

- O meu primeiro título foi aqui no Maracanãzinho com o Flamengo em 2007 contra o Vasco, que era a equipe de Brasília na época. Foi uma final dura também. Outras finais marcantes foram a do primeiro brasileiro, a da sul-americana, e do último NBB, mesmo eu não estando em quadra. O time me fez sentir útil com minha experiência. Isso me ajudou a estar aqui levantando esta taça – contou o capitão rubro-negro, que ficou ausente de toda temporada passada por conta de uma cirurgia no joelho.

Antes de ir para o vestiário comemorar, o ala contou quais foram suas palavras para os companheiros na preleção pré-jogo.

- Passamos por muitas coisas no início da temporada e soubemos esperar o momento certo. Eu falei isto antes do jogo. Relembrei os momentos difíceis, as comemorações como time no vestiário, todo mundo pulando, se divertindo, e eu pedi que todos imaginassem como seria quando ganhássemos hoje (ontem). Acho que isso serviu muito para nos impulsionar. Somos uma equipe que se respeita e que se gosta muito – completou.

Marcelinho e os demais jogadores do elenco do Flamengo terão três dias para descansarem antes de retornarem aos treinamentos visando o NBB, onde ainda jogam suas últimas cinco partidas na primeira fase, começando pelo Uberlândia, na próxima quinta-feira, no Tijuca. Em caso de duas vitórias, o time assegura o primeiro lugar geral e o direito de mandar as partidas derradeiras dos playoffs sempre com o apoio de sua torcida.
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