Flamengo bate Pinheiros e conquista a Liga das Américas de basquete






Marcelinho vibra com uma cesta na final da Liga das Américas, contra o Pinheiros


Foi daquelas noites inesquecíveis. E, desde o início, a festa estava armada. Com grande presença da torcida rubro-negra, o Flamengo venceu o Pinheiros, atual campeão, por 83 a 76, e conquistou pela primeira vez a Liga das Américas, de forma invicta, no Maracanãzinho.

Desde o início, a noite parecia mesmo destinada a ser rubro-negra. Não só pelo fato de o jogo ser disputado no Rio de Janeiro, mas, também, pela festa. Ídolo do Flamengo e da seleção brasileira, Oscar Schmidt foi homenageado antes do jogo pela Fiba Américas com uma placa. E também ganhou uma camisa do Flamengo com o número 14 às costas.

Após grande partida no sábado no Final Four da Liga das Américas, o Flamengo venceu o Aguada, do Uruguai, para ir à final. Na disputa do terceiro lugar, o Aguada bateu o Halcones Xalapa, do México, por 113 a 108. Agora, os rubro-negros aguardam o campeão europeu para a disputa do título mundial de clubes, em outubro, também no Brasil.

O jogo

Diante da presença de Oscar Schmidt e de uma grande torcida rubro-negra, o Flamengo tomou a iniciativa do jogo e tão logo Olivinha abriu o placar para o time no garrafão o Maracanãzinho parecia vir abaixo. A equipe rubro-negra se sentiu à vontade na partida e, contagiada pela arquibancada, teve amplo domínio no primeiro quarto. A vantagem pôde ser observada no placar: 25 a 15 para o Flamengo.

Mas o Pinheiros, claro, tinha razão de estar presente na final da Liga das Américas. Com um time experiente, comandado pelo ala-armador norte-americano Shamell, foi para cima em busca do prejuízo. O Flamengo sentiu a pressão e caiu seu jogo, principalmente após uma linda enterrada de Meyinsse para o Pinheiros.

Shamell aproveitava as bolas de três pontos, o que fez o técnico rubro-negro, José Neto, pedir tempo técnico para dar uma sonora bronca no time e evitar atitude do adversário. No fim, o Flamengo reagiu, principalmente com o armador argentino Laprovitolla. A vantagem diminuiu ao fim do segundo quarto, mas o Flamengo ainda estava à frente: 46 a 40 pontos.

Depois do intervalo. a estrela de Marcelinho, principal nome rubro-negro, passou a brilhar. O Pinheiros contra-atacava com Bábby e a tensão na arquibancada do Maracanãzinho era latente. O jogo ficou ainda mais pesado e disputado. Cesta de dois pontos de um lddo, três pontos do outro. Em determinado momento, Olivinha e Bábby entraram tão no espírito da decisão que o pivô do Pinheiros acabou com o nariz sangrando. E o terceiro quarto chegou ao fim com vantagem mínima do Fla: 61 a 60.

Na frente o tempo todo, o Flamengo tentava manter os nervos no lugar diante da pressão de jogar em casa. Aí, o Pinheiros se aproveitou. Shamell acertou uma cesta de três a pouco menos de seis minutos do fim e colocou, enfim, o Pinheiros em vantagem: 68 a 65. A força, então, veio da arquibancada. Tal qual numa partida de futebol, a nação rubro-negra entrou em quadra. os cantos do Maracanã ecoaram no Maracanãzinho. O time se inflamou.

O time encostou no placar com Marcelinho, que fez uma cesta de três pontos e igualou a partida: 70 a 70. Restavam pouco menos de quatro minutos para o fim do jogo quando Marquinhos invadiu o garrafão e enterrou a bola na cesta para dar a vantagem rubro-negra de 72 a 70. O clima ficou favorável com a torcida na arquibancada. Nem mesmo os dois lances livres perdidos por Olivinha desestabilizaram os rubro-negros. O Pinheiros parecia acuado diante de tantos fatos desfavoráveis.

Meyinsse fez mais dois pontos e colocou o Flamengo com seis pontos à frente do placar, 76 a 70, a dois minutos do fim. Vantagem considerável, que refletiu na arquibancada. Aí, não havia mais jeito. Com a bola na mão, a vantagem só aumentou e o Flamengo, enfim, conquistou a América.

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