Flamengo vence Minas e leva o bicampeonato do LDB






Gegê basquete Flamengo x Minas (Foto: Fabio Leme)

A expectativa era de um jogo disputado, até por ser uma final de LDB. Mas não foi isso que se viu na quadra do ginásio Hélio Maurício, na Gávea. O que aconteceu foi uma garotada do Flamengo muito mais ambiciosa e com mais vontade de celebrar a virada de ano do que a do Minas. Em mais de 30 minutos de partida, os mandantes, empurrados pela sua fanática torcida, que compareceu em grande número, foram absolutos, nunca ameaçados e faturaram o bicampeonato em três edições do torneio, com a vitória por 51 a 42 (28 a 14).

A conquista do forte plantel rubro-negro veio muito pelas individualidades do rápido Gegê, passando pelas mãos calibradas de Diego e terminando com a força debaixo da tabela de Cristiano Felício, todos destaques da finalíssima. O pivô foi o cestinha da decisão com 16 pontos, além de pegar 11 rebotes, alcançando um duplo-duplo. Gegê anotou com 11 pontos e oito assistências, enquanto Diego teve os mesmos 11 pontos e quatro rebotes. Pelo lado mineiro, destaque para o ala Rafael com 13 pontos e sete rebotes.

Fla se impõe no início

O jogo começou com os dois times com posturas bastante diferentes. Enquanto o Flamengo brigava por todas as bolas como se fosse um animal com fome, o Minas aceitava passivamente a iniciativa rubro-negra, que vinha através de bons contra-ataques puxados por Gegê, a mão calibrada de Chupeta, além da força de Cristiano Felício, soberano no garrafão. Para completar, os mandantes contavam com o apoio de sua fanática torcida, que após a primeira cesta pelas mãos do armador, restando 6m40s para o fim, não parou mais de cantar. Dono do jogo, os cariocas foram abrindo vantagem sem serem incomodados, até fecharem o período em 18 a 9.

Diferentemente dos dez minutos iniciais, os mineiros mudaram de personalidade e começaram a incomodar mais o Flamengo com uma defesa forte. O êxito pode ser visto no placar dos rubro-negros inalterado até a metade do quarto, quando, de três, Diego acertou a cesta. Porém, se os cariocas não conseguiam pontuar, os mineiros também não. Cometendo muitos erros por nervosismo e afobação, os visitantes perderam quase todas as bolas de rebote e foram para o vestiário 14 pontos atrás no marcador (28 a 14). 

 A sensação de que o Minas poderia crescer na segunda etapa, após o papo no vestiário, foi descartada logo nos primeiros minutos do terceiro quarto. Abatidos, os visitantes viram o Flamengo ampliar a vantagem com Gegê, Diego e Felício, chegando a colocar 19 pontos de frente. A distância no placar permitiu ao técnico Paulo Chupeta tirar o seu armador. Foi neste período que o time mineiro cresceu, muito por causa das bolas de longa distância do ala Rafael. Entretanto, o bom momento não foi suficiente para descontrolar os rubro-negros, que logo voltaram a dar as cartas, quando Gegê retornou à quadra.

Com 13 pontos de vantagem, o Flamengo foi para o quarto final mais para administrar o placar do que qualquer outra coisa. E soube fazer isso, razoavelmente, bem. Fortes na defesa, mas desconcentrados no ataque, os cariocas viram o adversário diminuir, mas de maneira tímida. Uma bola de Douglas, restando 2m40s para o fim, colocou a diferença em nove pontos (este fora, apenas, o quarto ponto do Rubro-Negro até então no período). A vitória já estava assegurada. Daí para frente foi só esperar os segundos passarem para soltar o grito da garganta. E soltaram. Agora resta esperar mais um dia para o estourar da champagne rubro-negra, que será ainda mais festejada do que o convencional.

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