Excesso de gringos tira espaço dos mais novos na NBB







Ícones de personalidade forte do basquete brasileiro, os alas Marcelinho, do Flamengo, e Alex, do Brasília, avançaram em um assunto que mereceu destaque durante a mesa-redonda (assista ao lado) promovida pelo GLOBOESPORTE.COM, dois dias antes do confronto das equipes na abertura da temporada 2013/2014 do NBB. Perguntados sobre o que achavam da regra de até três estrangeiros por time, eles reconheceram a importância de atletas de alto nível vindos do exterior, mas enfatizaram que o limite deveria ser reduzido.

- Eu acho muito. Dois estrangeiros estariam muito bem para as
equipes. Três tiram o espaço de um garoto que poderia estar na equipe aprendendo bastante. Vejo que muitos americanos são bem-vindos, podem ajudar muito, mas alguns outros, às vezes, estão tomando espaço de alguns jogadores brasileiros. Isso prejudica bastante -
declarou Alex.

Na mesma linha do rival, Marcelinho vê que, com o sucesso da Liga de Desenvolvimento (LDB), o número de estrangeiros deveria diminuir pela quantidade de jovens atletas surgindo na base.

- Acredito que por um momento pode até ter sido válido. Talvez, nós
tivemos uma lacuna na base, mas, hoje, temos um campeonato de sub-22, a liga de desenvolvimento, uma iniciativa muito legal para desenvolver atleta, que
está formando e preparando muita gente para jogar adulto. Temos que tomar
cuidado para que os estrangeiros não tirem o espaço dos mais jovens – disse.

A possibilidade de haver em quadra mais estrangeiros do que brasileiros preocupa o cestinha rubro-negro.

- É matemático o negócio. Se você pode ter três estrangeiros, teoricamente, tem momentos na quadra que você pode estar com seis estrangeiros e quatro
brasileiros no campeonato nacional. Não acho isso legal. É preciso estar atento com esse ímpeto de trazer estrangeiros para que não tire espaço dos jogadores em formação. Acho que para a próxima temporada, o NBB possa cuidar disso para ter um número maior de brasileiros na quadra – afirmou Marcelinho.

Porém, a presença de americanos, argentinos, uruguaios e outros, é elogiada pelos capitães, que enalteceram a valorização do campeonato e a mudança no estilo de jogo das equipes.

- Isso é bom para o campeonato, muda um pouco o estilo de jogo das
equipes. Posso falar do nosso (time) com a chegada do técnico Sergio
Hernandez, do uruguaio Martín (Osimani) e do americano Marcus (Goree).
Mudou um pouco o estilo do time jogar. Eles vieram para acrescentar,
estão treinando muito bem, agregaram muito para nossa equipe. Então, a
gente espera fazer um bom campeonato – revelou Alex, que viu Marcelinho reconhecer a qualidade do campeonato nacional.

- O mercado brasileiro favoreceu esse momento de a gente poder trazer os melhores jogadores do continente para jogarem aqui no nosso país, que, hoje, tem o maior investimento. Quando são contratações pontuais, é válido – completou o camisa 4 da Gávea.  
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