Como foi o jogo do eneacampeonato do Flamengo no Carioca






Basquete Flamengo x Macaé (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

A torcida não lotou o ginásio. Apareceu em menor número do que de costume, mas fez barulho. Com o apoio dela, o Rubro-Negro impôs um ritmo forte desde o início da partida. Se o Macaé desperdiçava ataques seguidos, os anfitriões aproveitavam para fugir no placar com uma cesta de três de Nicolas Laprovittola: 10 a 6. Os adversários começaram a responder na mesma moeda. O experiente Márcio encontrava espaços para os chutes longos e mantinha sua equipe no jogo.

Na metade do quarto, Laprovittola deu lugar a Marcelinho Machado. Marcado pelo irmão Duda, o ala-armador insistiu, insistiu e finalmente comemorou sua primeira cesta. De longe, do jeito que ele gosta. No ataque seguinte, anotou mais dois. O Flamengo criou duas boas oportunidades de contra-ataque. Só que os dois erros de passe custaram caro. Dez minutos de jogo, tudo igual: 25 a 25. 

No período seguinte, o técnico José Neto trocou as peças. Manteve apenas Laprovittola do quinteto titular. Cristiano Felício fez os quatro primeiros pontos do Flamengo e brigava nos rebotes. O Macaé não esmorecia. Por isso mesmo, Neto exigia de seus comandados uma postura mais agressiva na defesa.

Os visitantes trabalhavam bem ofensivamente e não perdoavam os erros bobos do time da Gávea. Depois de estarem seis pontos atrás, conseguiram o empate (36 a 36). O Flamengo tinha dificuldades para entrar no garrafão rival. Aos poucos, os titulares iam voltando para a quadra. O cenário não mudava muito. O Macaé não dava muitas brechas e foi para o intervalo com apenas dois pontos de desvantagem: 40 a 38.   

Decisão apenas na prorrogação

Na volta, o clima esquentou entre as equipes. O pivô argentino Juan Torres e o armador Gegê se desentenderam. Após a discussão, a arquibancada entrou em ação. O canto ficou mais forte e o reflexo em quadra foi imediato. Marcelinho e seus companheiros apostavam na velocidade para surpreender os adversários. A pressão era maior, mas eles resistiam. E foram minando as forças do Rubro-Negro. Quando o espaço apareceu, Duda foi lá e promoveu a virada com uma bola de chuá da linha de três (51 a 50). No ataque seguinte, Márcio fez mais dois e ainda sofreu falta.No banco, José Neto balançava a cabeça. Dava orientações, fazia trocas. Nada adiantou. O comando do placar não era mais de seu time: 53 a 51. 

A essa altura, a preocupação era nítida nos rostos dos jogadores do Flamengo. O jogo não fluía, as falhas se repetiam. Laprovittola tomou a iniciativa e diminuiu o prejuízo (55 a 55). Logo em seguida, Jerome Meyinsse infiltrou e colocou a equipe outra vez na frente (57 a 55). Foi o suficiente para o técnico Leonardo Costa pedir tempo. A equipe entendeu o recado. Márcio voltou a mostrar pontaria certeira nos chutes longos e colocou o Macaé na liderança: 65 a 63. Restavam três minutos.

O Macaé olhava para o cronômetro e administrava a vantagem. A 1m11s, Meyinsse faz uma falta e Duda não desperdiçou os lances livres (71 a 68). A torcida ainda acreditava. Marcelinho também. Cesta de três e empate (71 a 71). Os adversários não tiveram sucesso no ataque seguinte. O Rubro-Negro também. Macaé tinha a bola do jogo nas mãos. Jamaal Smith arremessou de longe. Aro. Prorrogação.

No tempo extra, os anfitriões conseguiram  se impor logo no primeiro minuto, fazendo quatro pontos seguidos. O Macaé sentiu a pressão e não conseguiu anotar um pontinho sequer durante os cinco minutos. O troféu já tinha dono.
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