Duelo de cestinhas e pivôs marcam final do NBB entre Flamengo e Uberlândia







 

Após dois anos de ausência, o Flamengo está de volta à final do NBB. Dono da melhor campanha da fase classificatória, o time carioca tem o mando de quadra na busca pelo segundo título. O adversário será um novato: o Uberlândia, que jamais havia passado das quartas de final nas edições anteriores. A decisão acontece às 10h (de Brasília) deste sábado, na HSBC Arena (Rio de Janeiro).

O Flamengo mostrou logo de cara que brigaria pelo título. Ao vencer os 20 primeiros jogos, registrou o melhor início de temporada da história do NBB. O time carioca não perdeu a liderança em nenhum momento e se classificou com a melhor campanha. Nos playoffs, varreu o Paulistano e ganhou em cinco jogos do São José.

Já o Uberlândia ficou boa parte do campeonato perseguindo o Flamengo, mas acabou perdendo a vice-liderança para o Brasília na reta final da fase classificatória. Nos playoffs, fez uma série emocionante contra o Pinheiros, decidida apenas no quinto jogo. Já na semifinal, varreu sem dificuldades o Bauru. A facilidade permitiu um descanso grande à equipe, que entrou em quadra pela última vez no dia 18.

A decisão deste sábado colocará frente a frente dois dos principais cestinhas em atividade no país: Marquinhos e Robert Day. Além disso, há a expectativa de um duelo interessante no garrafão entre Caio Torres e Lucas Cipolini. Os armadores, de estilos semelhantes, e a experiêcia dos treinadores também são fatores que podem fazer a diferença na partida.

Veja os duelos da decisão:

Cestinhas: Marquinhos x Robert Day

Divulgação
Marquinhos: ala do Flamengo é o cestinha do NBB

São dois dos três concorrentes ao prêmio de MVP (melhor jogador) do NBB – o outro é Fúlvio, armador do São José. Marquinhos é o principal cestinha e lidera o ranking de eficiência da competição. Dono de um bom chute de longa distância e capaz de infiltrar no garrafão com facilidade, o ala flamenguista tem média 20,4 pontos por partida. É muito versátil para os seus 2,07m, o que o faz difícil de ser marcado.

O norte-americano do Uberlândia aparece em quarto lugar na lista de cestinhas e na de eficiência do campeonato. Também especialista em arremessos de longe, Day concentra metade da sua média de 18,1 pontos por jogo atrás da linha de três.

No garrafão: Caio Torres x Lucas Cipolini

 

Um fez parte da seleção brasileira que ficou em quinto lugar nos Jogos Olímpicos de Londres. O outro tem a convocação defendida para o time de Rubén Magnano por boa parte dos torcedores. Caio leva vantagem na média de rebotes por jogo: 6,7 contra 5,8. Cipolini, por outro lado, pontua mais nas partidas: tem 14,9 de média, contra 13,1 do rival.

Caio tem 2,11m e costuma usar bem o corpo próximo à cesta. Além disso, tem boa técnica para finalizar as jogadas dentro do garrafão. O pivô do Flamengo mais alto, mas é pouco atlético, ao contrário do que acontece com o adversário do outro lado. Cipolini é bastante explosivo e não costuma concentrar a produção ofensiva apenas dentro do garrafão.

Armadores: Kojo Mensah x Valtinho

 

São jogadores de características semelhantes, que organizam as jogadas e finalizam pouco. O norte-americano do Flamengo arrisca, em média, 3,5 chutes por partida. O número do jogador do Uberlândia nesta mesma estatística é ainda menor: são apenas 2,9 arremessos por jogo.

Kojo é um pouco mais pontuador: tem média de 10,3 pontos por jogo, contra 8,5 do rival. Valtinho, em compensação, distribui mais assistências: 5,2 contra 3,3. De uma forma geral, as estatísticas mostram equilíbrio entre os armadores. Tanto é que o índice de eficiência dos dois é praticamente idêntico – 13,16 a 13,0 para o atleta flamenguista. Mas o armador do time mineiro tem jogado melhor nestes playoffs do que o norte-americano, que não tem conseguido repetir as boas atuações da fase de classificação. Além disso, há a diferença de experiência entre os dois. Kojo é estreante, enquanto Valtinho esteve presente nas decisões das duas primeiras edições, quando defendia o Brasília e enfrentou justamente o Flamengo em ambas as oportunidades.

Técnicos: José Alves Neto x Hélio Rubens

Divulgação
José Alves Neto e Hélio Rubens, os técnicos da final

Mais velho treinador em atividade no NBB aos 72 anos, Hélio Rubens busca conquistar a competição pela primeira vez. Já liderou Franca à decisão de 2011, mas o time do interior paulista acabou sendo derrotado por Brasília naquela oportunidade. No entanto, soma nove títulos nacionais na carreira, conquistados antes do surgimento do NBB. Na seleção brasileira, foi o comandante em 12 competições oficiais. Os principais resultados foram o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1999 e o quinto lugar no Mundial de 1990.

José Alves Neto, de 52 anos, também tem experiência na seleção brasileira. Ele foi assistente de Rubén Magnano nos Jogos Olímpicos de Londres. Além disso, comandou o time Sub 19 do Brasil em dois Mundiais da categoria: foi quarto lugar em 2007, na Sérvia, e nono em 2011, na Letônia. Como técnico do NBB, está apenas em sua segunda temporada. No último campeonato, liderou a equipe de Joinville às quartas de final. A boa campanha no Sul acabou rendendo o convite para assumir o Flamengo.

(1º) FLAMENGO x UBERLÂNDIA (3º)
Confronto direto na temporada:
O Flamengo venceu os dois jogos entre as equipes na fase classificatória. No dia 28 de janeiro, ganhou em Uberlândia por 87 a 78. No duelo do Rio de Janeiro, disputado no dia 18 de fevereiro, conquistou a vitória por 79 a 66.

FLAMENGO
Campanha na primeira fase: 30 vitórias e quatro derrotas
Nos playoffs: Venceu o Paulistano nas quartas por 3 a 0 e eliminou o São José na semifinal por 3 a 2
Quinteto inicial: Kojo, Duda*, Marquinhos, Olivinha e Caio Torres
*Duda deverá ser titular na decisão porque Vitor Benite está lesionado
Destaque: Marquinhos, com médias de 20,4 pontos, 4,7 rebotes e 2,6 assistências por jogo, além de um aproveitamento de 43,7% nos arremessos de três
Melhor sexto homem: Com a titularidade de Duda, o principal reserva passa a ser o pivô Shilton, dono de médias de 4,5 pontos e 4,1 rebotes por jogo
Técnico: José Alves Neto

UBERLÂNDIA
Campanha na primeira fase: 27 vitórias e sete derrotas
Nos playoffs: Venceu o Pinheiros nas quartas de final por 3 a 2 e eliminou o Bauru na semifinal por 3 a 0
Quinteto inicial: Valtinho, Robby Collum, Robert Day, Luis Gruber e Lucas Cipolini
Destaque: Robert Day, com médias de 18,1 pontos, 4,5 rebotes e 3,4 assistências por jogo, além de um aproveitamento de 47,3% nos arremessos de três
Melhor sexto homem: O ala-armador Audrei, com médias de 9,8 pontos e 3,2 rebotes por jogo
Técnico: Hélio Rubens


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