Zanotti prevê ambiente hostil ao Fla em São José







Basquete Flamengo Bruno Zanotti (Foto: Danielle Rocha)Bruno Zanotti diz que gosta de jogar com a torcida
contra (Foto: Danielle Rocha)

A chamada num canto depois de um treino foi para pedir a cabeça fria e nível alto de concentração. Na luta pela sobrevivência no NBB, o técnico Régis Marrelli não quer pensar em ver Fúlvio se desestabilizar emocionalmente, como na partida anterior contra o Flamengo. Cuidado que os jogadores rubro-negros também prometem ter. Exatamente por saberem que o jogo psicológico será intenso no confronto desta quinta-feira, às 19h, no ginásio Lineu de Moura, casa do São José. Se vencer, o time da Gávea garantirá vaga na final, contra o Uberlândia. 

No último jogo, o ala paraguaio Bruno Zanotti foi um dos protagonistas do lance que fez o clima esquentar na Arena da Barra. Na lateral da quadra, Fúlvio jogou a bola com força, intencionalmente, em cima de Zanotti para ganhar o lateral. O paraguaio não gostou do lance e encostou a testa na de Fúlvio, que segundos depois caiu no chão dando a entender que tinha sido agredido. A arbitragem deu uma falta técnica para cada lado. O episódio já é considerado página virada por Zanotti.

- Essa é uma característica minha. Sempre joguei com muita intensidade e, às vezes, isso é confundido com jogo forte. Basquete é muito psicológico e mostrar que está sempre forte. O que eu não gosto é do circo, da simulação dentro da quadra. E dentro da casa de um time, isso não se pode fazer. O Fúlvio não foi o primeiro jogador com quem tenho isso. Já espero pela agressividade da torcida. Não tem problema. Gosto de jogar com a torcida contra. Gosto do ambiente hostil e de fazer pessoas ficarem quietas. Nós estamos num momento de positividade. Nosso time é o que tem mais talentos individuais e temos que impor isso. Temos que ir lá e fechar a série - afirmou.

Um dos principais articuladores de jogadas da equipe, Vitor Benite acredita que a cabeça no lugar pode fazer a diferença no jogo 4, no interior paulista.

- Num playoff isso conta muito. Não é só tática e técnica. O psicológico também é fundamental para tirar a confiança do adversário. E tanto o São José quanto o Flamengo tentam ganhar na bola e no psicológico. É claro que existe a força da arquibancada, e sabemos que eles vão entrar mais focados e concentrados. Mas torcida não entra em quadra. Nós temos que nos impor, jogar com a intensidade e manter o foco. Sabemos que faltam duas vitórias para sermos campeões, e a ansiedade é normal. Mas precisamos pensar em trabalhar primeiro por uma, para chegarmos à decisão - disse o ala-armador Benite, que na terça-feira foi convocado por Rubén Magnano para a seleção de novos.

Basquete NBB - Flamengo x São José Benite (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Depois do revés no jogo 1, no mesmo ginásio, o Flamengo não quer ser surpreendido novamente. A ordem é não desviar a concentração. Mas sabe que para o adversário a vida pode ficar mais complicada se não puder contar com Murilo. Na partida de domingo, o ala-pivô sofreu uma queda no início do último quarto e foi encaminhado ao hospital. Com uma contusão na lombar, a sua participação só será confirmada após uma avaliação, momentos antes de a bola subir no Lineu de Moura.

- Para a nossa atitude e tática de jogo, não muda. Mas para eles, sim. Murilo é uma referência para a equipe deles. Foi o MVP (jogador mais valioso) da temporada passada e é um líder. Para eles, dificulta atuar sem um jogador como ele - acredita Benite.


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