Como foi o 2º jogo Flamengo x Paulistano - Quartas de Final NBB 2012/2013






A torcida cantava sem parar, e a atmosfera no ginásio do Tijuca era a melhor possível para os jogadores do Flamengo. Mas o primeiro quarto foi todo do Paulistano. Em especial de Eddy. Um dos responsáveis pela reação do time paulista no terceiro período da primeira partida, o ala do começou o jogo com a mão certeira, anotou 12 pontos e infernizou a defesa rubro-negra.

Se o setor defensivo do Flamengo não funcionava, o ataque tampouco. O time carioca abusou dos erros dentro do perímetro, precipitou-se nos arremessos de três pontos e terminou o quarto com apenas 13 pontos, contra 23 do adversário.

Numa repetição da tática que deu certo no primeiro jogo, o técnico José Neto rodou praticamente todo o time. Se na capital paulista as mudanças surtiram efeito, e o time rubro-negro deslanchou para terminar o segundo período com 24 pontos de vantagem, nesta quinta-feira, em casa, o aro direito da quadra do Tijuca parecia estar contra os donos da casa. Os arremessos rodavam, davam bico e teimavam em não entrar.

Melhor para o Paulistano, que não enfrentava o mesmo problema na cesta do outro lado. Mesmo diante de uma marcação mais agressiva do Flamengo, após as entradas de Duda, Shilton e Bruno Zanotti, as bolas paulistas seguiam caindo de todos os jeitos, e a diferença, aumentando. No fim do primeiro tempo, a vitória parcial dos visitantes por 38 a 22 acabou ficando barato, uma vez que o time rubro-negro anotou apenas nove pontos no período.

Virada no grito da torcida

Olivinha Flamengo basquete jogo Paulistano NBB (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

A bronca no vestiário deve ter sido daquelas. Vibrante e com uma postura defensiva agressiva, marca registrada da equipe durante todo o campeonato, o Flamengo voltou do intervalo a 200km/h, não deixou o Paulistano respirar e em menos de cinco minutos diminuiu a diferença para apenas oito pontos. Se quando nada dava certo o torcedor rubro-negro não parava de cantar, o barulho no terceiro período era ensurdecedor.

A pressão desestabilizou o time paulista, que começou a cometer erros em excesso. Por outro lado, as bolas do Flamengo que amassaram o aro direito do ginásio do Tijuca no primeiro tempo, eram mais do que bem-vindas no esquerdo. A diferença que chegou a ser de 20 caiu para apenas seis.

Nem um princípio de confusão atrás do banco de reservas do Paulistano, que interrompeu o jogo por alguns minutos, esfriou a reação rubro-negra, e a diferença não parava de cair. Até que Benite, com uma bola de três do meio da rua, a menos de 10 segundos do fim do período, colocou o Flamengo à frente pela primeira vez. Wagner ainda deixou tudo igual ao converter um lance-livre, mas o paraguaio Bruno Zanotti quase trouxe o ginásio do Tijuca abaixo em outro arremesso de três pontos para devolver a surra sofrida no terceiro quarto em São Paulo e selar a vitória parcial dos donos da casa por 56 a 53.

O Paulistano não se entregava, mas o Flamengo não parecia disposto a perder a oportunidade de ampliar a vantagem. O jogo era lá e cá, mas as bolas de três pontos de Duda apareciam e mantinham o Flamengo na liderança. O time paulista não desistia, e a diferença não passava de cinco pontos.

Se não ajudaram o Flamengo no primeiro tempo, as bolas de três pontos fizeram toda a diferença na etapa final. Benite, Marquinhos, Duda e Zanotti já tinham dado suas contribuições de longa distância, mas a vitória rubro-negra ficou ainda mais perto quando Olivinha também deixou a sua a pouco mais de um minutos para o fim do jogo. Com cinco pontos de frente, só restou ao Flamengo administrar a vantagem, mesmo que da maneira mais sofrida, de lance em livre em lance livre, para assegurar a segunda vitória na série e ficar a um resultado positivo das semifinais.


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