Como foi o jogo Brasilia x Flamengo







A primeira cesta foi do Flamengo, com Benite, e o primeiro quarto parecia que também seria. O time carioca começou com a mão quente e logo abriu 11 a 5. Os donos da casa erravam muito e a diferença de seis pontos se manteve até 13 a 7. José Carlos Vidal, então, trocou Guilherme Giovannoni por Márcio Cipriano. A mudança surtiu efeito, a marcação dos donos da casa melhorou, o ataque fez seis pontos seguidos e o placar ficou igual. O lucro só não foi total porque Olivinha ainda encontrou tempo de fazer uma bandeja para recolocar os visitantes em vantagem por 15 a 13.

Apesar da desvantagem no marcador, o momento era todo de Brasília. E isso ficou evidente no placar. Depois de o jogo seguir arrastado até 22 a 21, os donos da casa acertaram a mão e as bolas de três pontos começaram a cair e fazer a diferença. Nezinho converteu duas, e Guilherme uma, contra apenas uma de Duda, e a vantagem foi para sete pontos. O camisa 10 rubro-negro também estava quente, e, novamente numa bola de três, diminuiu o prejuízo para quatro pontos, que só não se manteve antes do intervalo porque Arthur anotou dois lances-livres para fazer 37 a 31.

basquete NBB - Brasilia x Flamengo (ginásio lotado) (Foto: Lydia Gismondi)
Torcedores lotam o ginásio Nilson Nelson para o clássico do NBB (Foto: Lydia Gismondi)

Se o jogo já era bom, ficou ainda melhor no terceiro quarto. Se Alex e Guilherme erravam mais do que acertavam do lado de Brasília, Marquinhos e Benite repetiam a dose pelo lado rubro-negro. Sendo assim, coube a Nezinho de um lado e a Duda do outro carregarem suas equipes no período. O Flamengo chegou a diminuir a vantagem para apenas um ponto, mas o camisa 23 da capital federal levou a melhor sobre o 10 da Gávea, e os donos da casa abriram nove pontos, a maior vantagem do jogo até então.

A diferença no fim do terceiro período até diminuiu para cinco pontos, mas os rubro-negros voltaram nervosos nos últimos dez minutos. O paraguaio Bruno Zanotti se enroscou suas vezes com os adversários. Na primeira, a arbitragem deu uma técnica, que Arthur aproveitou. Na segunda, ele levou a melhor e provocou a terceira falta de Guilherme. Mas Brasília era muito melhor e, com alguns lampejos de Alex e Guilherme, abriu sua maior vantagem no jogo até então a cinco minutos do fim: 68 a 56.

O resultado parecia consumado em favor dos donos da casa, mas quando se trata de Flamengo e Brasília é melhor não arriscar. A diferença caiu para seis pontos, o jogo ganhou em emoção e parecia que os cariocas reagiriam. Mas após dois vacilos ofensivos consecutivos dos visitantes e, enfim, grandes lances de Alex, os tricampeões abriram nove pontos, a pouco mais de dois minutos para o fim e acabaram com as esperanças rubro-negras. O apagão do Flamengo foi tão surpreendente que até Guilherme, até então sumido, apareceu com duas enterradas que levantaram o público da casa, que comemorou sem parar até o estouro do cronômetro, aos gritos de "o campeão voltou".


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